sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Blog do Inaldo: Por causa da excessiva quantidade de apoios, governador deve viajar pouco ao interior

A assessoria do governador Eduardo Campos gostaria de elaborar uma programação de visitas dele ao interior ao longo deste mês de setembro, porém está encontrando dificuldade.

É que, segundo o secretário especial de Articulação Política, Gilberto Rodrigues, em mais de uma centena de cidades o governador tem o apoio dos dois lados (prefeito e oposição) e isso dificulta a ida dele em período eleitoral.

Um esboço de roteiro pelo sertão neste final de semana chegou a ser submetido a ele (governador) na noite de ontem, mas a proposta não foi aprovada.Ele irá apenas a Serra Talhada no próximo dia 6 (segunda-feira) e volta ao Recife na noite desse mesmo dia porque no dia 7, às 8 da manhã, participará do desfile do Dia da Pátria.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sem Perdão - por José Roberto Guzzo*

O que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso poderia ter feito de tão ruim assim em sua vida, pública ou particular, para ser tão malquisto nessa escura nebulosa que é o mundo político brasileiro? O fato é conhecido já faz bom tempo, mas tende a ficar mais evidente em épocas de campanha eleitoral. Seus adversários, no PT e no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tentam demonstrar diariamente que Fernando Henrique continua sendo, oito anos após deixar a Presidência, o inimigo número 1 do povo brasileiro.

Quase todos os que deveriam estar do seu lado fazem tudo o que podem para esconder que têm, ou tiveram, alguma coisa em comum com ele, qualquer que seja. Por que isso? A hipótese mais provável é talvez a mais simples: o que não se perdoa ao ex-presidente é o seu sucesso. O Brasil, por força de teimosa tradição, em geral não convive bem com o êxito; na célebre defi nição do compositor Tom Jobim, sucesso, por aqui, é “insulto pessoal”, tanto para inimigos como para amigos de ocasião. Em vez de admiração, provoca ressentimento. Em vez de afeto, atrai inimizades. Produz inveja, despeito, rancor, mesquinharia - enfim, põe em modo operacional toda uma coleção de traços que estão entre os menos atraentes da personalidade humana.

Falar mal de Fernando Henrique Cardoso tornou-se, ao longo dos últimos anos, um esporte nacional, sobretudo entre o que se chama de “elite brasileira”. É um dos passatempos preferidos da maioria dos nossos mais lustrosos capitães de indústria (ou de comércio, ou de finanças), fornecedores do estado ou empreiteiros de obras públicas - algo que transparece, aliás, nas doações de quase 45 milhões de reais feitas entre janeiro e julho para a candidatura oficial, mais do que o dobro do que se deu à oposição. A popularidade do ex-presidente é igualmente baixa entre os colossos do nosso mundo político, a começar pelos que têm as quilometragens mais longas, e os prontuários mais grossos, nesse tipo de ocupação.

Não gostam dele, de modo geral, professores universitários, cientistas políticos, analistas da imprensa, economistas, grandes vultos da cultura nacional - e possivelmente, como diria a socialite-celebridade Eleonora Rosset, o resto da intelligentsia brasileira, “de Marilena Chaui a Hebe Camargo”. O desapreço por Fernando Henrique, enfim, acabou se tornando um fenômeno interpartidário. Começou com o PT e o “fora FHC”, por questões de estratégia e marquetagem política - era preciso “desconstruí-lo”, pois era ele o inimigo a abater. Com o tempo, os seus próprios aliados passaram a acreditar no que dizia o PT - e, por questões de estratégia e marquetagem política, decidiram afastar-se dele, convencidos de que “FHC custa votos”. Resulta que estamos na terceira campanha eleitoral seguida em que a prioridade do PSDB é fazer de conta que não tem nada a ver com Fernando Henrique. Ele foi o único presidente que o partido elegeu até hoje - já no primeiro turno, por sinal, das duas eleições que disputou. Mas desde janeiro de 2003 não serve mais; tornou-se, politicamente, uma espécie de portador de doença contagiosa.

Os pecados dos quais Fernando Henrique é acusado pelos que sempre foram seus inimigos políticos e pelos que deixaram de ser amigos são numerosos demais para caber numa mera página de revista. Há alguma coisa errada no Brasil? Deu problema? Está com defeito? A culpa é dele, e ainda não deu tempo para consertar. Entende-se melhor o espírito da coisa quando se verifica que a acusação talvez mais repetida descreve o ex-presidente como “arrogante” ou “vaidoso” - uma escolha realmente infeliz de palavras, pois comparado ao seu sucessor nesse quesito, justo nesse, o homem chega a parecer um monge trapista.

Mais que tudo, porém, foi vendida e comprada a lenda segundo a qual ele deixou o país “em ruínas” e passou uma “herança maldita” para o presidente atual. Mas o que aconteceu no mundo dos fatos foi exatamente o contrário. A verdade é que pouco do que existe de positivo no Brasil de hoje não está ligado, de alguma forma, aos dois períodos de Fernando Henrique na Presidência. Não é preciso complicar as coisas. Foi seu governo que finalmente encarou e venceu a inflação no Brasil - ou teria sido algum outro?

Em cima desse alicerce, no qual não se mexeu em nada, foi construída a casa que está de pé até hoje, a começar pelos aumentos reais de renda que tiraram milhões de brasileiros da pobreza e que agora são descritos como a maior conquista da história nacional.

Para isso não há perdão.

* Revista Veja, edição 2180. O autor é colunista da revista, membro do Conselho Editorial da Abril e um dos melhores textos da imprensa brasileira.

Fernando Aragão estima que Diogo Moraes terá 10 mil votos em Santa Cruz

Aragão: pesquisa indicaria empate técnico entre Diogo Moraes e Edson Vieira

Começou na manhã desta quinta-feira (02), na rádio Comunidade FM, uma série de entrevistas com os coordenadores das campanhas dos candidatos locais nas eleições proporcionais deste ano, José Augusto Maia, Diogo Moraes e Edson Vieira. Na impossibilidade de estar presente o coordenador da campanha de Diogo Moraes, o diretor do Lafepe, Oséas Moraes, o presidente da Câmara de Vereadores Fernando Aragão, que faz parte da coordenação, foi o entrevistado.

No decorrer da semana, durante o programa Opiniao, foi levantada a questão da importância da votação em Santa Cruz do Capibaribe para Diogo Moraes: se ela seria fundamental ou acessória, isso no caso do candidato ter conseguido ampliar significativamente suas bases de apoio fora do município. De acordo com a expectativa de votação apontada por Fernando Aragão para todo o Estado, 40 mil votos, com Santa Cruz respondendo por 1/4 desta votação (10 mil votos) restou claro que uma boa votação no município é absolutamente vital para as pretensões eleitorais do candidato.

Fernando Aragão enumerou um a um os municípios nos quais Diogo Moraes conseguiu apoios políticos, com as respectivas estimativas de votos. O curioso é que, na soma total dos votos, o presidente da Câmara observou que o número resultante é 40.100, justamente o número do candidato na urna eletrônica. Se Diogo atingir tal quantidade de votos, terá assegurada uma cadeira na Assembléia Legislativa. De acordo com Aragão, 37 ou 38 mil votos serão suficientes para a eleição de um deputado estadual no chapão da Frente Popular.

Uma informação surpreendente foi trazida por Fernando, durante a entrevista: uma pesquisa encomendada pela campanha de Diogo, e não registrada na Justiça Eleitoral, apontaria empate técnico entre Diogo Moraes e Edson Vieira no município de Santa Cruz do Capibaribe. Os números não foram divulgados.

Em relação à candidatura à do deputado Edson Vieira, Fernando Aragão opinou que a eleição do candidato, não obstante a boa votação esperada em Santa Cruz, nãoi será nada fácil, pelo fato do PSDB não participar de um chapão, diferentemente do PSB de Diogo Moraes.

Em relação à eleição para deputado federal, Fernando garantiu que apóia e vota em José Augusto, mesmo sem poder subir no palanque do candidato para pedir votos para Diogo. Entretanto, Fernando defendeu a argumentação do vereador Dimas Dantas, que apóia o candidato Eduardo da Fonte, segundo a qual deve haver uma segunda opção para deputado federal, uma vez que a candidatura do ex-prefeito José Augusto enfrenta problemas na Justiça Eleitoral.

Perguntado sobre as acusações feita pelo vereador Ernesto Maia e José Augusto a Oséas Moraes, de um suposto envolvimento do diretor do Lafepe em Toritama, no sentido de impedir a adesão de lideranças locais à candidatura de José Augusto, Fernando preferiu não entrar no mérido da questão, mas afirmou que acha improvável que um vice-prefeito e 3 vereadores recuassem de compromissos assumidos por pressões desta natureza.

A série de entrevistas com os coordenadores continua nesta sexta-feira (03), com a presença do Dr. Roberto Soares, coordenador da campanha do deputado Edson Vieira, e encerra-se na próxima segunda (06), com a participação do vereador Ernesto Maia, coordenador da campanha do ex-prefeito José Augusto Maia.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

JB Online: TSE vota pela inelegibilidade de Roriz

Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral negou, no fim da noite o recurso de Joaquim Roriz (PSC) – mais uma vez concorrente ao governo do Distrito Federal - contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) que rejeitara, por 4 votos a 2, o registro de sua candidatura, por ter renunciado ao mandato de senador, em julho de 2007, a fim de escapar de um processo por quebra do decoro parlamentar.

O ministro Marco Aurélio foi o único que deu provimento ao recurso, voltando a defender a tese de que a LC 35 alterou o processo eleitoral, e colide com o princípio da irretroatividade legal. Apenas no primeiro ponto foi acompanhado pelo ministro Henrique Alves que, no entanto, negou o recurso.

Da decisão do TSE cabe recurso (embargos de declaração) ao próprio tribunal e, depois, recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal.

Blog do Inaldo: Frente Popular já dá como certa a eleição de 20 deputados federais

Dirigentes da Frente Popular de Pernambuco “mapearam” o Estado no final de semana e chegaram à conclusão de que ela poderá ficar com até 20 das 25 cadeiras na Câmara Federal.

O deputado Eduardo da Fonte (PP) acha pouco provável. Ele acha mais certo a FP eleger 19 deputados e os partidos de oposição, seis.

 
Pelos seus cálculos, já podem se considerar eleitos os seguintes candidatos: Ana Arraes, Fernando Filho, Gonzaga Patriota e Danilo Cabral (PSB); Inocêncio Oliveira (PR); Eduardo da Fonte (PP); Wolney Queiroz e Paulo Rubem (PDT); João Paulo, Maurício Rands, Fernando Ferro e Pedro Eugênio (PT); Luciana Santos (PCdoB), Cadoca (PSC); José Chaves, Jorge Corte Real e Sílvio Costa (PTB).

Disputariam as duas ou três últimas vagas os candidatos Severino Ninho, Pastor Eurico e Pastor Airton (PSB); Negão Abençoado e Pastor Vilalba de Jesus (PRB); Roberto Teixeira (PP); Anderson Ferreira (PR); Josenildo Sinésio e Fernando Nascimento (PT); José Augusto Maia (PTB) e Charles Lucena (PTB).

O Globo: Serra acusa Dilma por quebra de sigilo da filha

O candidato a presidente pelo PSDB, José Serra reagiu nesta quarta-feira à suspeita de violação do sigilo fiscal de sua filha , Verônica, pela Receita Federal.

Em entrevista ao Jornal da Globo, o tucano culpou a campanha da adversária Dilma Rousseff (PT) pelo ocorrido e acusou a petista de recorrer à mesma tática usada pelo ex-presidente Fernando Collor, em 1989, para ganhar a eleição de Lula.

- Utilizar a filha dos outros para ganhar a eleição eu só me lembrava do Collor ter feito isso com o Lula. O Collor utilizou uma filha do Lula para ganhar do Lula em 1989. Agora a turma da Dilma está fazendo a mesma coisa. Pegando minha filha, que não faz política e é uma mãe de três crianças pequenas e que trabalha muito para poder viver, para meter nesse jogo político sujo e me chantagear porque tem preocupação quanto à minha vitória.

Serra negou que o sigilo de Verônica tenha sido acessado a pedido da própria filha, conforme divulgou nesta terça-feira a Receita Federal.

- É mentira descarada. Essas pessoas são profissionais da mentira.

Fernando de Barros e Silva (Folha de S.Paulo): O outro neto

Especula-se muito a respeito do futuro político de Aécio Neves. Presume-se que sairá da eleição como senador e virtual líder da oposição. Difícil saber qual será sua disposição para assumir, e como, o papel de aglutinador do bloco derrotado por Dilma Rousseff. Seja como for, o neto de Tancredo Neves é presença certa em qualquer lista de presidenciáveis para 2014. Mas é bom começar a prestar atenção em outro neto ilustre (e também jeitoso) da política nacional -- o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). É certo que o herdeiro de Miguel Arraes sairá das urnas maior do que entrou.

Neto de Arraes, Eduardo Campos sabe que deve seu voo à relação que veio consolidando com Lula desde que foi ministro de Ciência e Tecnologia, no primeiro mandato. Este ano, à frente do PSB, foi decisivo para esvaziar as fantasias presidenciais de Ciro Gomes.

O líder do Nordeste em ascensão agora é ele. Num cenário político que será dominado (e disputado) por duas grandes forças, PT e PMDB, Campos desponta no bloco governista como uma terceira via emergente. Isso não significa que será candidato em 2014. Hoje parece até mais razoável que não seja. Aécio tem 50 anos; Campos, 45. Tem petista que já o imagina como vice dos sonhos para Lula daqui a quatro anos.

Ibope: Omar Aziz, AM, eleito governador no 1º turno

Pesquisa Ibope encomendada pela TV Amazonas e divulgada nesta terça-feira mostra que o candidato ao governo do Amazonas Omar Aziz (PMN) ganharia no primeiro turno se a eleição fosse hoje.

Ele tem 54% das intenções de voto, contra 38% do seu principal adversário, Alfredo Nascimento (PR). Os outros candidatos somam 3%, enquanto brancos e nulos são 2% e os indecisos 3%.

Para o Senado, o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) aparece em primeiro, com 87% das preferências. A segunda vaga seria de Arthur Virgílio, que tem 51% das intenções de voto. Em terceiro lugar vem Vanessa Grazziotin (PC do B), com 29%, seguida por Jefferson Praia, com 6%. Os indecisos são 5% e brancos e nulos 2%.

Para a presidência, 76% dos amazonenses preferem a candidata do PT, Dilma Rousseff. José Serra é o escolhido de 13% do eleitorado do estado, seguido por Marina Silva, que tem 8% das intenções de voto no Amazonas.

Folha Online: Atrás nas pesquisas, Osmar Dias reclama do corpo mole do PMDB do Paraná

Em uma reunião com os comandos do PT e do PMDB, o candidato do PDT ao governo do Paraná, Osmar Dias, cobrou nesta terça-feira mais empenho dos peemedebistas para reverter a vantagem de Beto Richa (PSDB) nas pesquisas de intenção de votos.

Segundo Dias, o problema estaria no engajamento dos deputados do PMDB que estão fazendo corpo mole. "Vim pedir empenho do PMDB. A questão está nos deputados que estão fazendo corpo mole.

As reclamações foram dirigidas ao presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, e o presidente do PMDB, Michel Temer, candidato a vice na chapa presidencial de Dilma Rousseff (PT).

Na tentativa de acalmar Dias, os partidos confirmaram o comício com o presidente Lula em Foz do Iguaçu (PR) na quinta-feira. A presença de Dilma ainda não foi confirmada.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada semana passada, Richa, ex-prefeito de Curitiba, oscilou um ponto percentual para cima e agora tem 47% das intenções de voto.

Dias (PDT) continua com 34% das intenções de voto, mesmo índice da pesquisa anterior, dos dias 9 a 12 de agosto.

JB Online: TSE vota pela inelegibilidade de Roriz

Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral negou, no fim da noite o recurso de Joaquim Roriz (PSC) – mais uma vez concorrente ao governo do Distrito Federal - contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) que rejeitara, por 4 votos a 2, o registro de sua candidatura, por ter renunciado ao mandato de senador, em julho de 2007, a fim de escapar de um processo por quebra do decoro parlamentar.

O ministro Marco Aurélio foi o único que deu provimento ao recurso, voltando a defender a tese de que a LC 35 alterou o processo eleitoral, e colide com o princípio da irretroatividade legal. Apenas no primeiro ponto foi acompanhado pelo ministro Henrique Alves que, no entanto, negou o recurso.
 Da decisão do TSE cabe recurso (embargos de declaração) ao próprio tribunal e, depois, recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal.